Afinal, qual é o papel do odor corporal na atração sexual?

PorPedro Katchborian 29 de Maio de 2018

O que te atrai mais quando você conhece uma pessoa? O olhar? O jeito? O sorriso? Ou o…Cheiro? A última opção parece bizarra, mas pode ser um dos motivos de você se sentir atraído por alguém. A chamada atração do odor do corpo é real e revela um pouco da nossa parte animal.

Isso não significa que você deve sair por aí sem desodorante. O fato é que, depois de um certo tempo, o cheiro natural de alguém torna-se comum — ou até mesmo agradável. Segundo a GQ, às vezes a pessoa nem nota que existe algum cheiro ali — mas rola aquela atração indecifrável.

O tal cheiro natural é tema de estudo para muitos cientistas e empresas de perfume. Sim, há quem tente colocar em frasco o tal cheiro natural que pode atrair alguém — bem daquele jeito que vemos nos comerciais, sabe?

A GQ falou com Lindsey Bordone, dermatologista, que explica que o processo é um pouco diferente dos animais. Enquanto certos animais têm o que é chamado de órgão vomeronasal — que nada mais do que detectar feromônios de outros animais da mesma espécies. Já nós, humanos, utilizamos só o nosso olfato.

Lindsay, no entanto, admite que os cheiros tem um papel na atração, mas diferente do que pensamos. “Não é pelo odor que você é atraído”, diz. “Uma hipótese recorrente sobre o odor do corpo e atração sexual é que o sistema imunológico da pessoa afeta o que ela acha como atrativo, e também influencia em seu próprio cheiro”, afirma.

No entanto, odor corporal ainda é um mistério

O fato é que o cheiro tem, sim, um papel na atração. A hipótese apontada por Lindsey é uma das mais recorrentes, mas pesquisadores estão mais perto de entender como, de fato, o odor influencia no que consideramos atrativo ou não.

Uma desses estudos foi feito na universidade de Bern, revelado pela NewsWeek. O foco, no caso, foi como o cheiro das mulheres pode atrair homens e a relação . Para isso, pesquisadores pediram que 42 mulheres coletassem o cheiro do corpo. Onde, você pode perguntar? Nas axilas, é claro. Utilizando cotonetes, elas coletaram o cheiro e pediram para que 94 homens cheirassem as amostras. Então, os participantes ranquearam o odor.

Aqui, no caso, o mais importante veio depois: testes de sangue foram feitos para descobrir qual é o antígeno leucocitário humano de cada pessoa. Essa proteína ajuda o sistema imunológico — mais uma vez ele — a detectar invasores, além de influenciar em nosso cheiro e até capturar diferenças genéticas entre nós. Procurando a relação entre o gosto pelo cheiro e a proteína, descobriram que não há qualquer tipo de conexão.

Em geral, isso não comprova nada, mas ajuda a refutar algumas hipóteses — como a de que os homens são atraídos por pessoas que são geneticamente diferentes. “Por causa da nossa metodologia rigorosa, nosso estudo é provavelmente o mais conclusivo que sugere que a HLA não tem papel nas preferências dos homens no odor das mulheres”, diz Janek Lobmaier, um dos co-autores.

Leia também

Mais Recentes