5 dicas simples de como escolher vinhos bons e baratos

PorRafael Nardini 21 de Janeiro de 2018

Como levar para casa um bom vinho sem gastar toda a economia do mês. Ou seja: como escolher vinhos bons e baratos. Antes de tudo, como tudo na vida, maior valor não significa imediatamente um qualidade superior. Explico: por exemplo, um vinho português. Apenas pela questão de conversão monetária – de euro para real -, um vinho tinto do Alentejo (altamente indicado sempre) acaba mais caro que um bom título de nuestros hermanos chilenos ou argentinos.

E como então escapar dessas pequenas armadilhas? São basicamente 4 conselhos que unimos nas próximas linhas: “Ocasião”, “Harmonização básica”, “Onde comprar”, “Selos especiais e pontuações” e “Uva certa da origem certa”.

Abra a garrafa, deixe o vinho descansar na taça e vamos às dicas.

1. A ocasião que o vinho bom e barato será servido

Estamos falando de vinho tinto aqui. Cabernet sauvignon, Merlot e Tannah, são alguns dos mais comuns em uma faixa de preço acessível, portanto.

A dica mais preciosa aqui, pensando no clima excessivamente quente de boa parte do Brasil por boa parte do ano, é correr atrás de vinhos menos encorpados, principalmente se estiver na praia ou à beira da piscina. Um vinho tinto bom e barato é um ótimo companheiro para o jantar. Se estiver na dúvida, pense nisso.

2. O básico de harmonização de vinhos

O vinho tinto é ótimo companheiro carnes, massas com molho vermelho e queijos mais fortes (blue cheese, cheedar e gorgonzola). Há ainda as opções mais adocicadas ou licorosas, parceiras complementares das sobremesas.

Vamos ao exemplo mais concreto: uma massa bolonhesa ou uma paella argentina são os pares nascidos para receber um vinho tinto encorpado, seco e nada delicado. Pinot Noir e Merlot, ambos com ótimas opções hermanas, são indicadíssimos.

3. Onde comprar

Nada pode ser mais interessante do que ouvir um especialista. Portanto, procure uma loja especializada. Apesar de dar medo, vá com fé. Há sempre opções em conta e você vai poder falar o que procura exatamente.

Se estiver na rua perto de um supermercado e quiser testar seus conhecimentos, vá em frente também. Lembre de reparar se os vinhos estão armazenados em condições adequadas. Não dá para considerar adequado um vinho exposto à direta e garrafas com rótulos muito envelhecidos ou amarelados. Dê uma olhada ainda na tampa e na vedação.

4. A uva certa do lugar certo

O rótulo do seu vinho bom e barato pode parecer desafiador, mas ele funciona como uma espécie de RG da bebida. De onde ela vem, quantos anos ela tem e para onde ela pode te levar.

Há uma grande dica para avaliar no rótulo, fundamental para fazer sua comprar dar certo: a uva certa do país certo. Segue então uma lista com uvas locais e seus países produtores, respectivamente:

Pinotage (África do Sul), Riesling (Alemanha), Malbec (Argentina), Shiraz (Austrália), Merlot (Brasil), Cabernet Sauvignon (Chile), Sangiovese (Itália), Sauvignon blanc (Nova Zelândia) e Touriga (Portugal).

5. Os selos especiais e pontuações

Não é uma garantia 100% segura, mas as chamadas pontuações podem, sim, orientá-lo nas escolhas. E há boas opções que já foram rotuladas com alguma das pontuações abaixo. A questão é: com as pontuações vêm os valores mais altos.

De toda forma, seguem algumas fáceis de topar por aí no supermercado e lojas especializadas (elas normalmente ficam expostas com destaque nos rótulos):

DS – Guia Descorchados
GR – Gambero Rosso
JR – Jancis Robinson
RP – Robert Parker
WE – Wine Enthusiast
WS – Wine Spectator
W&S – Wine & Spirits

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