Como fazer um currículo para ser chamado para entrevista de emprego

PorRafael Nardini 20 de Janeiro de 2018

Ao ler o título deste texto você pode achar até óbvio demais como montar o currículo ideal. No entanto, muita gente por aí não sabe fazê-lo.

Aqui estão algumas dicas valiosas de como fazer um currículo com objetividade, clareza e identidade. E, claro, um pouquinho de criatividade não faz mal para ninguém, certo?

Como fazer um currículo para se dar bem em processos seletivos

1. Antes de começar…

Anote aí: escreva tudo de maneira clara, objetiva e concisa. Escolha fontes e cores sóbrias. Procure fazer com que tudo caiba em duas páginas (no máximo).

A dica é de Rafael Souto, presidente da consultoria Produtive, em entrevista à Exame.com.

2. Início

No topo da página, não escreva “curriculum vitae”. O termo não é mais usado hoje em dia.

Há quem prefira colocar no topo do currículo um breve resumo de apresentação. Segundo o IG, muitos recrutadores procuram por um. Então, se você decidir colocar um resumo, procure escrevê-lo da maneira mais clara e objetiva possível – lembre-se, é resumo. Não precisa mandar “textão”.

Não ponha número de documentos. Muita gente por aí faz isso, mas é desnecessário. Segundo o InfoJobs, o ideal mesmo é você colocar nome, idade, dados de contato (e-mail e número de telefones) e endereço.

Em entrevista à Exame.com, Souto diz que estado civil, data de nascimento e LinkedIn são informações úteis para recrutadores também – e devem estar no topo do CV.

Há quem prefira colocar um objetivo também. Aí, segundo o presidente da Produtive, o ideal é escrever qual é a sua área de atuação, e não o cargo pretendido.

3. Dados de formação

O ideal é começar pelas informações mais recentes. Ponha as formações em ordem cronológica decrescente, explica Souto.

O InfoJobs sugere que você ponha apenas suas duas formações mais recentes, caso você tenha mais do que essa quantidade.

4. Resumo de qualificações

“Carismático”? “Dedicado”? São termos subjetivos demais – não os inclua.

Apenas diga aquilo em que você manda bem.

5. Experiências

Ao escrever esta parte, muita gente por aí deixa passar despercebido um erro.

Raphael Falcão, diretor da consultoria de recrutamento HAYS Experts, disse em entrevista à Exame.com que, em vez de descrever suas tarefas em experiências anteriores, descreva o impacto da sua atuação no trabalho. “É fundamental esclarecer qual legado você deixou em cada passagem profissional”, explicou. “As empresas buscam quem faça diferença, e é preciso mostrar que você é capaz disso.”

Bom, revelado esse “segredo”, lembre-se também que é importante informar o nome da empresa, seu cargo e o tempo que você passou nele. Siga a ordem cronológica decrescente também.

Se você acredita que aquela sua experiência antiga é significativa, coloque-a. Mas só se for realmente significativa na sua área.

6. Cursos

Eles merecem uma área própria no currículo, de acordo com o InfoJobs. Cursos livres, de especialização e idiomas são pertinentes. Diga o nome do curso, a instituição de ensino, período, duração e localização.

Há quem deixe a área para cursos no finalzinho do CV, mas também há quem prefira logo abaixo dos dados de formação acadêmica.

7. Atividades complementares

Trabalho voluntário em ONGs? Viagens para o exterior? Projeto na faculdade? Chegou o momento de coloca-los. Escreva as atividades realizadas, nome da instituição, duração, breve descrição e localização.

As dicas são do InfoJobs.

Agora seu currículo está pronto. É só enviá-lo ao recrutador. Boa sorte.

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