6 passos para escolher sua a primeira moto sem errar

PorRafael Nardini 29 de setembro de 2017

Muito se fala sobre como comprar o primeiro carro. De tão comum, a compra de um automóvel não pode ser considerada um tabu. De maneira geral, todos sabemos os prós e contras, os benefícios e desvantagens para realizar o melhor negócio. Para comprar a primeira moto já não é bem assim.

As motocicletas estão roncando a toda por aí, mas ainda levantam dúvidas na cabeça de quem quer trocar de meio de transporte. Afinal, o que é preciso para conseguir a primeira moto? Como garantir que ela será adequada ao seu padrão de consumo e, principalmente, às suas necessidades?

Segure firme no guidão, que o passo a passo para sua primeira moto dos sonhos vai começar.

Dicas de como comprar a primeira moto

1. Quantas cilindradas minha moto deve ter?

Se você é um motociclista de primeira viagem, aqui está um segredo dos mais importantes. É que dependendo de seu objetivo com a moto, a potência pode ser apenas um fator para tornar seu objetivo mais caro, e com pouca efetividade.

Sendo bem prático: se você não aguenta mais ficar preso aos congestionamentos logo no início da manhã, uma moto pode ajudá-lo a sair dessa. Para tanto você não precisa de tanta potência assim: 50, 100 ou 125 cilindradas são suficientes e, mais do que isso, econômicas, e vão servir ao seu objetivo principal: agilidade.

2. O barato pode sair caro

Quantas vezes você já ouviu esse raciocínio? Ele vale aqui também. Não escolha uma moto barata apenas porque precisa economizar. É possível economizar com combústivel e com possíveis reparos e manutenções, especialmente se compararmos a motocicleta com um carro. Se você quer gastar pouco, as chamadas “motonetas” caem feito uma luva pois são compactas, ágeis e baratas. Por isso, pense com carinho nos modelos Honda Pop 110i e Yamaha Crypton, por exemplo. E mais: elas são capazes de percorrer 43 km/litro e 38 km/litro, respectivamente.

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3. Na cidade

Não é coisa de comercial de televisão. O modelo scooter realmente é um dos mais indicados para fugir do trânsito dos horários de pico, já que nem trocar de marcha você vai precisar. Outro ganho com o modelo é o espaço para bagagem, garantindo espaço para uma maleta de roupas, mochilas ou pastas. O espaço na parte interior do escudo frontal é outro diferencial para carregar sacolas ou pequenos pertences. Modelos: Honda SH 150i, Honda PCX e Yamaha NMax 160.

4. Para brilhar na estrada

Se a estrada é o destino principal para sua primeira moto, você deve priorizar modelos capazes de desenvolver maiores velocidades, por exemplo, os 250 cilindradas. A força extra vai possibilitar que você carregue alguém na garupa com maior facilidade — e uma bagagem um pouco mais pesada também. Yamaha YS 250 Fazer, Honda CB Twister.

5. Quero pegar estradas de terra

Se o seu perfil for mais aventureiro, temos algumas dicas para você. A primeira prioridade num modelo capaz de fazer um belo off road são as rodas mais altas (aros de 19 ou 21 polegadas). São pneus dianteiros mais altos que vão fazer você conseguir passar por obstáculos em terrenos acidentados. Yamaha XT 660Z Ténéré ABS, Honda CRF 1000L Africa Twin e BMW R 1200 GS Adventure são as dicas, mas se prepare para abrir um pouco mais o bolso. A faixa de preço varia de R$ 33 mil a R$ 83 mil.

6. Comprar moto nova ou usada?

De maneira geral, as motos usadas são mais indicadas para modelos específicos, como Harley Davidson, BMW ou linhas superiores de outras marcas. Após a compra, uma moto seminova que custava R$ 80 mil pode ter um preço reduzido em 20% ou até 30%. O mesmo acontece com os modelos mais populares, mas que inevitavelmente podem causar maiores dores de cabeça se não for realizado um belo pente fino antes da compra.

A média de uso dos motociclistas brasileiros é de 12 mil km por ano. Priorize seminovas com 20 mil km rodados, no máximo, 25 mil km rodados. Ou seja: cerca de dois anos de uso. Primeiro de tudo, fique muito atento à documentação da motocicleta pretendida. Faça todas as checagens possíveis para ter certeza de que não há nenhum problema anterior. Pedaleiras, manoplas ou pneus acabam entregando a vida real das motocicletas e valem uma olhada mais criteriosa. Outra boa dica antes de fazer negócio é ir acompanhado por um profissional de confiança para avaliar a moto que conquistou você.

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