Como um jogador brasileiro ajudou a mudar o patamar do PSG

PorPedro Katchborian 12 de Maio de 2018

Há um brasileiro que mudou o patamar do PSG. Acostumado a brilhar na França, o clube começou a alçar voos maiores por causa do jogador. Não, não falamos de Neymar, Daniel Alves, Thiago Motta, Thiago Silva ou Marquinhos — embora todos caminhem para isso. O atleta em questão é Raí Souza Vieira de Oliveira, o popular Raí. Em cinco anos no time (1993-1998), o meio-campo se tornou um dos maiores ídolos da história da equipe. Entre os principais feitos de Raí, um deles foi ajudar o PSG a ganhar os holofotes.

Raí chegou ao PSG em alta: após o título da Libertadores e do Campeonato Mundial com o São Paulo, foi comprado por US$ 4,6 milhões. A expectativa era alta, já que o jogador chegava ao clube um ano antes da Copa do Mundo. A estreia foi contra o Montpeller, no dia 11 de setembro de 1993, pelo Campeonato Francês. No entanto, a trajetória do meia com o PSG demorou para se adaptar: um começo de temporada irregular colocou dúvidas em relação ao jogador. “Acho que há críticas injustas e cobranças excessivas”, disse à época.

Foi em 1994, no entanto, que ele começou a mostrar que valia todo o dinheiro que foi investido. Teve participação em um dos títulos mais importantes da equipe — o Campeonato Francês de 1993-1994, tendo marcado seis gols em 28 jogos na campanha.

Foram nos anos seguintes que Raí ganhou o status de ídolo do PSG: junto com George Weah, o brasileiro era um dos principais destaques do time que venceu a Copa da França de 1995. Também participou do elenco que chegou à semi-final do torneio mais importante da Europa na temporada 1994-1995.

Foi em 1996, no entanto, o título mais marcante do capitão Raí — como era chamado pelos torcedores. Em uma campanha emocionante, o jogador liderou os companheiros na Recopa Europeia de 1996. Teve várias atuações significativas, mas um dos maiores jogos foi contra o Parma, quando marcou dois gols e conseguiu reverter a vantagem do time italiano, que havia vencido o primeiro jogo por 1 a 0. Em 1997, ajudou a equipe a chegar novamente na final da Recopa, tendo perdido a final para o Barcelona.

A conquista da Recopa Europeia colocou o PSG no posto mais alto na Europa. A presença frequente do Paris Saint-Germain nos principais noticiários e a presença de jogadores como Raí e George Weah (que foi considerado o melhor do mundo um ano após sair do PSG) colocaram o clube parisiense em outro patamar, que nunca saiu desde então.

O meia brasileiro consolidou sua idolatria em seu último jogo com o time da Cidade das Luzes. Em sua última participação com a camisa azul marinho, ele venceu a Copa da França de 1998 contra o Lens, por 2 a 1, com Raí abrindo o placar. Um jogo para ficar na memória.

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